OS JORNALISTAS E A REALIDADE COVID

         O mundo vive uma situação de emergência provocada pela pandemia da COVID-19. Segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa – formado em junho de 2020 para divulgar os números sobre mortes e contaminados no Brasil após limitações impostas para a divulgação dos dados da doença pelo Ministério da Saúde – havia, desde o início da pandemia até o último dia 30 de abril, 14.665.962 casos e 404.287 óbitos por coronavírus no país. Desse total, nesse período, 472.986 casos e 13.083 mortes ocorreram no estado do Pará. Já são mais de 400 mil vidas ceifadas: pais, mães, filhos, filhas, netos, netas, idosos, idosas, jovens, crianças.

         Dentre as perdas irreparáveis ocorridas no território paraense, até o dia 30 de março de 2021, 19 foram de jornalistas, número considerado um dos mais altos do Brasil, segundo dados do RELATÓRIO COVID-19 - ÓBITOS DE JORNALISTAS PARAENSES. Organizado pelo Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), apresentado em 7 de abril de 2021, no Dia do Jornalista, o documento atesta que em comparação com os dados da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o Pará está entre os três primeiros estados com mais mortes de profissionais da imprensa no país.

         As mazelas provocadas pela pandemia não cessam, infelizmente, e vão além das mortes. O desemprego no Brasil só se agravou ao longo do ano passado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no quarto trimestre de 2020, havia no Brasil 13,9 milhões de desempregados e 5,8 milhões de desalentados, àqueles que desistiram de procurar emprego porque não têm esperanças de que irão encontrar uma vaga no mercado de trabalho.

         Diante de uma realidade tão desafiadora – e porque praticamos o verbo ESPERANÇAR –, o Sinjor-PA, por meio de seu Grupo de Trabalho (GT) Contra a Covid, vem procurando alternativas para o combate e à prevenção do coronavírus junto aos profissionais que representa, assim como para mitigar as consequências danosas da pandemia na categoria. A primeira ação do Sinjor-PA foi a elaboração do RELATÓRIO COVID-19, seguida da articulação permanente junto aos Governos do Estado do Pará e Prefeituras Municipais para assegurar a inclusão dos jornalistas na lista de prioridade para a imunização contra a Covid-19, especialmente daqueles que estão na linha de frente cobrindo a pandemia no território paraense.

A CAMPANHA

        Seguindo a linha de atuação propositiva a que se comprometeu a chapa Sempre na Luta, recém-empossada no Sinjor-PA, a Diretoria Executiva da entidade apresenta o projeto “PARÁ VER-O PESO QUE UMA IMAGEM TEM”, que consiste na realização de uma exposição virtual, com a participação de fotógrafos que atuam no Estado, cujas obras foram doadas gentilmente por esses profissionais para serem comercializadas na web. Com a renda obtida na ação será criado um Fundo Solidário que vai beneficiar jornalistas paraenses que adoeceram pela Covid-19 ou que foram atingidos pela crise econômica.

LOGO PARÁ VER-O PESO QUE UMA IMAGEM TEM.

       O projeto foi desenvolvido por voluntárias e voluntários desde o princípio. Idealizado pela jornalista Claudia Aguilla, a qual está à frente do projeto em conjunto com os jornalistas Afonso Gallindo e Maria Christina, o “PARÁ VER-O PESO QUE UMA IMAGEM TEM” tem sido abraçado ao longo do seu caminho. A publicitária Beth Mendes amadrinhou a ideia de criação da identidade visual do projeto, desenvolvida pelo publicitário Thiago Campos. Um chamamento público foi feito pelo sindicato para arregimentar profissionais e estudantes de Jornalismo e social mídias para fazer chegar a Galeria Virtual a um maior número de pessoas. A empresa Max Color também compreendeu a dimensão do projeto e se fez parceira dele.

        É neste espírito de solidariedade que a ideia foi concebida e está sendo desenvolvida. Se tu chegaste até aqui, saiba que ficamos felizes em saber que também fazes parte desta rede de afetos. Te agradecemos pela visita e por contribuir com o projeto que vai beneficiar os jornalistas paraenses, profissionais imprescindíveis para a manutenção do estado democrático de direito e à informação de qualidade.

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